O governo iraniano condenou os recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra seu território, classificando a ação como uma grave violação da soberania nacional. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que responderá a qualquer nova agressão e advertiu países da região que hospedam bases militares americanas sobre possíveis consequências caso sirvam de apoio a futuras operações dos EUA.
Segundo Teerã, as Forças Armadas iranianas já causaram danos significativos a instalações militares americanas utilizadas nas operações contra o país. O governo reforçou que não pretende deixar novos ataques sem resposta.
A escalada ganhou força nesta quarta-feira (10), quando o Irã lançou mísseis e drones em direção a alvos localizados no Bahrein, Kuwait e Jordânia. A ofensiva ocorreu após ataques americanos a instalações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, conduzidos em resposta à derrubada de um helicóptero Apache dos Estados Unidos.
Apesar da intensidade dos confrontos, ainda não há confirmação oficial sobre danos significativos a bases americanas nos países atingidos. Sistemas de defesa aérea foram ativados nas três nações para interceptar as ameaças.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também manteve contatos diplomáticos com representantes da Arábia Saudita e da Turquia após os episódios mais recentes, em uma tentativa de coordenar posições diante da crescente instabilidade regional.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), os bombardeios americanos tiveram caráter defensivo e foram realizados após a queda do helicóptero militar. Washington classificou a operação como uma resposta proporcional aos ataques que, segundo os EUA, vinham ameaçando suas forças e embarcações que transitam pela região.
Em reação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o lançamento de mísseis e drones contra posições ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, elevando ainda mais as preocupações sobre uma possível ampliação do conflito.