Derrite desafia federação e diz que não apoiará Alcolumbre na presidência do Senado
Derrite desafia federação e diz que não apoiará Alcolumbre na presidência do Senado

Derrite desafia federação e diz que não apoiará Alcolumbre na presidência do Senado

Senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) rompe com acordo da federação PP-União Brasil e anuncia que não votará pela reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado. A decisão, comunicada publicamente nas redes sociais, diverge da posição oficial da federação, que conta com 12 senadores na próxima legislatura e havia decidido apoiar a […]

Resumo

Senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) rompe com acordo da federação PP-União Brasil e anuncia que não votará pela reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado. A decisão, comunicada publicamente nas redes sociais, diverge da posição oficial da federação, que conta com 12 senadores na próxima legislatura e havia decidido apoiar a recondução do atual presidente da Casa.

Derrite justificou sua posição alegando a necessidade de a oposição se unir em torno de um único candidato para disputar o comando do Senado em fevereiro de 2027. O parlamentar eleito mencionou os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) como nomes viáveis para liderar esse movimento, indicando uma preferência por um representante do campo conservador. Ele também criticou a condução de Alcolumbre em relação aos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que o Senado exerça suas prerrogativas constitucionais.

A declaração de Derrite sinaliza uma divisão interna na recém-formada federação PP-União Brasil, que buscava apresentar uma frente unida no Congresso. A posição do senador eleito de São Paulo pode gerar novas articulações entre os partidos de oposição, que buscam fortalecer sua representatividade e influência nas decisões da Casa.

Damares Alves também se posiciona contra acordos por anistia

Em um movimento paralelo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também descartou a possibilidade de apoiar a reeleição de Alcolumbre em troca de uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em declarações à imprensa, Damares classificou a ideia de negociar vidas por poder como “asquerosa” e reafirmou seu compromisso em defender a anistia para os presos políticos, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) diversas.

Tanto Derrite quanto Damares demonstram uma postura de independência em relação às diretrizes partidárias da federação, priorizando suas convicções e pautas defendidas, o que pode indicar um cenário de maior fragmentação e negociação política na disputa pela presidência do Senado. As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pelo próprio senador eleito Guilherme Derrite e reportagens do jornal Folha de S.Paulo.

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