Governador do Piauí se manifesta sobre especulações ministeriais
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou veementemente nesta quinta-feira (29) ter mantido qualquer tipo de conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com outras pessoas sobre a possibilidade de assumir um cargo no próximo mandato presidencial. Fonteles, que tem sido cotado para comandar o Ministério da Fazenda, também declarou que não discutiu a política econômica do futuro governo e que desconhece qualquer informação sobre uma eventual visita de Lula ao estado piauiense.
Em uma publicação na rede social X, o governador reforçou declarações anteriores concedidas em entrevistas. “Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu Fonteles. A especulação sobre sua possível ida para o governo federal ganhou força após a vitória de Lula, impulsionada por sua atuação na campanha presidencial e sua experiência na área econômica.
Antes de assumir o governo do Piauí, Fonteles chefiou a Secretaria estadual da Fazenda entre 2015 e 2022 e presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Apesar disso, ele já havia manifestado publicamente, em entrevista à GloboNews na última segunda-feira (26), que não pretendia deixar o Executivo estadual para assumir um ministério. Na ocasião, afirmou que seu foco era ser diplomado e tomar posse para cumprir o mandato para o qual foi eleito. “Isso não passa nem pela minha cabeça. Eu ainda espero ser diplomado muito em breve pela Justiça Eleitoral do meu estado, como governador eleito, e tomar posse para cuidar do povo do Piauí”, declarou.
Fonteles comemora desempenho eleitoral e contribuição para a vitória de Lula
Na mesma publicação em suas redes sociais, Rafael Fonteles expressou satisfação com a vitória de Lula na disputa presidencial e atribuiu parte do resultado à sua atuação na campanha do segundo turno. Após a primeira etapa das eleições, o governador integrou a coordenação de comunicação do petista e ampliou sua participação nas articulações políticas da campanha. “Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.
O governador também destacou o expressivo desempenho eleitoral do PT e de seus aliados no Piauí. O estado registrou o maior percentual de votos para Lula no segundo turno, não elegeu nenhum deputado federal pelo PL e garantiu a eleição de dois senadores aliados ao presidente. “Mais uma vez o Piauí foi o estado em que o Presidente Lula teve o seu maior percentual de votos. Foi o único Estado do Brasil que não elegeu nenhum deputado do PL. Foi o Estado do Brasil que teve o maior percentual de votos para o seu governador. E o estado do Piauí elegeu todos os senadores aliados ao Presidente Lula, bem como 9 dos 10 deputados federais e 27 dos 30 deputados estaduais”, detalhou Fonteles.
No segundo turno das eleições presidenciais, Lula obteve 75,88% dos votos válidos no Piauí, contra 24,12% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Fonteles, por sua vez, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno, em 4 de outubro, com 70,90% dos votos válidos, o que correspondeu a 1,43 milhão de votos.
Especulações e elogios ao governador
As especulações sobre a possível ida de Fonteles para o governo federal ganharam força após a vitória de Lula, com o nome do governador sendo mencionado entre os considerados para o Ministério da Fazenda. Sua atuação na campanha presidencial e sua experiência na área econômica reforçaram essa possibilidade. O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a elogiar publicamente o governador, classificando-o como um “excelente nome” para o cargo na terça-feira (27), o que intensificou os rumores sobre uma possível mudança na equipe econômica de Lula.
