Escalada de Críticas nas Redes Sociais
O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, e o senador Rogério Marinho (PL-RN) protagonizaram uma acirrada troca de acusações nas redes sociais nesta quinta-feira (24). O embate teve início após Messias comentar uma decisão judicial que cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ao celebrar a medida, o AGU insinuou que um candidato à Presidência teria buscado recursos junto ao dono do banco para beneficiar sua família, questionando diretamente: “Candidato, explica aí primeiro para o povo brasileiro onde você colocou os 134 milhões do Vorcaro”.
A referência de Messias ao valor de R$ 134 milhões remete a negociações atribuídas a Flávio Bolsonaro (PL) com Daniel Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação velada do AGU provocou uma reação imediata de Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial do PL, que acusou Messias de agir como um “militante do PT”.
Em sua resposta, Marinho declarou: “Quando o advogado geral da união se comporta como militante do PT e abre mão de sua função institucional, só nos resta como brasileiros dar o cartão vermelho a ele e toda a caterva do PT”. O senador também criticou o que chamou de uso do Estado como “extensão do partido” pelo governo federal.
Rebatidas e Novas Acusações
Jorge Messias, por sua vez, rebateu o senador, sugerindo que Marinho estaria “passando o recibo” e pedindo que ele fizesse um favor ao povo brasileiro, cobrando explicações sobre o destino do dinheiro, já que seu candidato, segundo Messias, não o faria.
A discussão escalou quando Marinho voltou a atacar, questionando investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu ex-chefe de gabinete. O senador também levantou a suspeita de uma reunião entre Lula e o advogado de Vorcaro, Walfrido Warde, que teria presenteado o presidente com uma garrafa de uísque. “Ministro, o seu candidato nunca explicou a advocacia administrativa e o tráfico de influência de Lulinha, tampouco o fato de que seu chefe de gabinete Marcola recebeu presentes vultosos da lobista que ele afirma desconhecer. Muito menos se recebeu mesmo whisky de presente e o motivo de não registrar na agenda o encontro com Vorcaro para orientá-lo. O senhor pode explicar?”, questionou Marinho.
Em nota divulgada na quarta-feira (23), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) já havia se manifestado sobre o caso, afirmando que o presidente Lula “não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro”. A troca de farpas entre o AGU e o senador do PL evidencia o acirramento do debate político nas redes sociais em meio ao cenário eleitoral.
