Flávio Bolsonaro se declara 'líder do Brasil' nos EUA e promete comandar oposição a Lula
Flávio Bolsonaro se declara ‘líder do Brasil’ nos EUA e promete comandar oposição a Lula

Flávio Bolsonaro se declara ‘líder do Brasil’ nos EUA e promete comandar oposição a Lula

Flávio Bolsonaro assume papel de liderança oposicionista no exterior O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou-se o “líder do Brasil” e prometeu liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos. A manifestação pública ocorreu em uma carta atualizada, divulgada nas redes sociais, após o parlamentar desembarcar na […]

Resumo

Flávio Bolsonaro assume papel de liderança oposicionista no exterior

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou-se o “líder do Brasil” e prometeu liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos. A manifestação pública ocorreu em uma carta atualizada, divulgada nas redes sociais, após o parlamentar desembarcar na Flórida com a família. Inicialmente, em uma nota divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro havia se autoproclamado “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas recuou para a nova designação de “líder”.

A primeira versão da carta apresentava um brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, grafia utilizada até 1967, que foi substituída na versão atualizada por “República Federativa do Brasil”. A mudança na grafia do país e na sua autodeclaração marcam a primeira aparição pública do senador desde que deixou o Brasil.

Na missiva, Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo americano por oferecerem abrigo e segurança jurídica à sua família. Ele afirmou que os EUA são “uma terra de liberdades” e que Trump é um “grande defensor da liberdade de expressão”.

O senador rebateu as acusações de fuga, afirmando que deixou o país para “ser o líder que o meu povo merece”, argumentando que, caso permanecesse no Brasil, estaria sujeito a censura ou prisão, impedindo sua atuação como liderança oposicionista, de forma semelhante ao que alega ocorrer com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro comparou sua situação a de personalidades históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e Juan Guaidó, para fundamentar sua decisão de manter sua militância política fora do país. Ele acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “fraude eleitoral” e de implementarem uma “tirania”.

O parlamentar também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem acusou de colocar “em andamento a máquina de perseguição política do regime”. A saída de Flávio Bolsonaro do país ocorreu após ter sido intimado pela Polícia Federal e ter seu passaporte apreendido por ordem de Moraes, em uma investigação por suposta lavagem de dinheiro.

Rumores sobre a saída de Flávio Bolsonaro começaram na terça-feira (27), com o site argentino Infobae, que apontou a motivação de evitar perseguição política. Ele e sua família desembarcaram nos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (28), em um jato executivo que partiu de Puerto Iguazu, na Argentina. As instituições citadas por Flávio Bolsonaro foram contatadas pela reportagem, mas ainda não se manifestaram sobre as acusações.

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