TRE-PR determina que Deltan Dallagnol desative conta no Instagram em 24 horas
TRE-PR determina que Deltan Dallagnol desative conta no Instagram em 24 horas

TRE-PR determina que Deltan Dallagnol desative conta no Instagram em 24 horas

Deltan Dallagnol é obrigado a desativar Instagram por ordem do TRE-PR O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou, nesta quinta-feira (24), que o candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) desative sua conta oficial no Instagram em até 24 horas. A medida, que ficará em vigor até a data da eleição ou até que toda […]

Resumo

Deltan Dallagnol é obrigado a desativar Instagram por ordem do TRE-PR

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou, nesta quinta-feira (24), que o candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) desative sua conta oficial no Instagram em até 24 horas. A medida, que ficará em vigor até a data da eleição ou até que toda a propaganda eleitoral seja removida do perfil, foi proferida pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral, Cláudia Cristina Cristofani. A decisão atende a uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (NIP) apresentada pelo Sistema Pardal.

Segundo a liminar, Dallagnol continuou divulgando propaganda em seu perfil no Instagram mesmo após ter sido notificado na semana anterior sobre a suspensão de sua campanha, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora sua candidatura permaneça válida, o ex-procurador da Lava Jato está impedido de realizar atos para promovê-la.

A magistrada determinou que Deltan Dallagnol comprove o cumprimento da ordem nos autos e, se desejar, apresente esclarecimentos. As informações foram apuradas com base em conteúdo divulgado pelo próprio TRE-PR e repercutido por portais de notícia.

Contexto da proibição de campanha

A restrição imposta pelo TRE-PR se soma a uma decisão anterior do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, datada de 19 de agosto. Na ocasião, Azevedo Marques proibiu Deltan Dallagnol de realizar atos de campanha eleitoral, veicular propaganda em rádio e televisão, além de receber ou utilizar recursos públicos dos fundos partidário e de financiamento de campanha (FEFC). Dois dias depois, essa liminar foi referendada pelo plenário do TSE, em votação de 5 a 2.

Deltan Dallagnol reagiu à nova determinação em nota e em pronunciamento em vídeo, afirmando que a Justiça estaria tentando “tirar a sua voz no Instagram”. Ele criticou os ministros Azevedo Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, alegando que a proibição visa silenciar suas denúncias sobre abusos do STF, corrupção e a situação política do país. O candidato comparou sua situação a de outros políticos, como José Dirceu, Anthony Garotinho e Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, têm permissão para manter suas redes sociais e realizar campanhas.

Impacto eleitoral e declarações de Dallagnol

O candidato argumentou que a restrição imposta beneficia sua adversária na disputa pelo Senado no Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Quando eu não posso fazer campanha, a Gleisi ganha. E, se eu ganhar a eleição, ainda que me tirem depois, a Gleisi perde, porque haverá nova eleição e elegeremos juntos um candidato de direita”, declarou Dallagnol, destacando que, mesmo proibido de se promover, seu nome e número estarão na urna e os eleitores podem votar nele.

A decisão do TRE-PR reforça um cenário de restrições à campanha de Dallagnol, com o objetivo de coibir a divulgação de propaganda eleitoral em desacordo com determinações judiciais anteriores. O caso evidencia os desafios e as complexidades da fiscalização da propaganda eleitoral na era digital.

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