Presidente da Colômbia revoga restrição ao porte de armas após um ano
Presidente da Colômbia revoga restrição ao porte de armas após um ano

Presidente da Colômbia revoga restrição ao porte de armas após um ano

Presidente da Colômbia flexibiliza porte de armas O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, revogou um decreto que restringia o porte de armas no país há mais de uma década. A decisão, anunciada nesta terça-feira (8), baseia-se na argumentação de que as regras anteriores não impediram o acesso de criminosos a armamento ilegal e […]

Resumo

Presidente da Colômbia flexibiliza porte de armas

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, revogou um decreto que restringia o porte de armas no país há mais de uma década. A decisão, anunciada nesta terça-feira (8), baseia-se na argumentação de que as regras anteriores não impediram o acesso de criminosos a armamento ilegal e que a população tem o direito de se defender. Em um vídeo publicado em sua conta no X, Espriella afirmou: “Durante a campanha, disse que ia revogar a suspensão de licenças para o porte de armas. Estou feliz de assinar este decreto. Já era hora de devolver a possibilidade a nossos cidadãos de bem de se defenderem.”
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela agência de notícias Reuters e pela conta oficial do presidente no X.

Contexto da decisão e histórico da legislação

No cargo há pouco mais de um mês, o ultradireitista Espriella venceu as eleições presidenciais com a promessa de endurecer o combate ao crime. A revogação suspende o decreto 1.482, assinado em dezembro de 2025, que proibia por um ano o porte de armas fora de locais autorizados. Essa restrição estava em vigor desde 2015, quando o então presidente Juan Manuel Santos assinou o primeiro decreto com base em evidências de que o porte de armas aumentava a violência. Antes disso, a obtenção de permissão para portar armas dependia da comprovação de idoneidade física e mental. Os sucessores de Santos, Iván Duque e Gustavo Petro, mantiveram a proibição ao longo dos anos, renovando-a periodicamente.

Argumentos do governo e dados sobre armamento

O novo decreto estabelece que “o direito de portar arma de fogo será limitado à arma ou às armas especificamente amparadas pela respectiva autorização e às condições nela estabelecidas.” Ao justificar a medida, Espriella destacou que “a verdadeira ameaça” não reside no porte legal de armas, citando dados de apreensões. Entre 1º de janeiro e 3 de setembro, a Força Pública da Colômbia apreendeu 15,7 mil armas de fogo, das quais 14.179 estavam ligadas à prática de crimes. “Vamos confiscar as armas ilegais dos criminosos”, declarou o presidente. Segundo o Small Arms Survey, em 2017, a Colômbia registrava 10,1 armas por habitante, ocupando a sétima posição entre os países sul-americanos.

Repercussões e debates sobre segurança pública

A flexibilização das regras de armamento na Colômbia segue uma linha de ação observada em outros líderes de direita na região, como o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que também promoveu alterações nas leis de posse e porte de armas durante seu mandato. No entanto, estudos no Brasil, como o divulgado pelo Instituto Sou da Paz, indicam que a flexibilização não impactou positivamente a segurança pública, tendo alterado o perfil do armamento apreendido e impulsionado a modernização do arsenal de criminosos. Na Colômbia, críticos como Hugo Acero, ex-secretário de Segurança de Bogotá, alertam que a revogação da restrição pode aumentar tanto a posse legal quanto a ilegal de armas, elevando os riscos. Acero defende que o foco deve ser no controle do porte ilegal de armas nas ruas e territórios.

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