Nasa injeta mais US$ 359 milhões na Starliner da Boeing após falhas e atrasos
Nasa injeta mais US$ 359 milhões na Starliner da Boeing após falhas e atrasos

Nasa injeta mais US$ 359 milhões na Starliner da Boeing após falhas e atrasos

Nasa aposta em projeto da Boeing para garantir acesso à órbita A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) anunciou um novo aporte financeiro de US$ 359 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) para a Boeing, visando aprimorar e certificar a nave Starliner. A decisão demonstra a persistência da agência em manter a Starliner como uma opção […]

Resumo

Nasa aposta em projeto da Boeing para garantir acesso à órbita

A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) anunciou um novo aporte financeiro de US$ 359 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) para a Boeing, visando aprimorar e certificar a nave Starliner. A decisão demonstra a persistência da agência em manter a Starliner como uma opção de transporte para a Estação Espacial Internacional (ISS), mesmo diante de um histórico de contratempos significativos. O investimento busca adaptar a espaçonave para operar com novos lançadores, garantindo assim um acesso mais robusto e confiável à órbita baixa da Terra.

O anúncio surge em um momento delicado para o programa Starliner. A nave, que deveria ter realizado missões regulares há anos, enfrentou falhas técnicas em seus voos de teste. O mais notório ocorreu em junho de 2024, quando os astronautas Barry Wilmore e Sunita Williams ficaram retidos na ISS por nove meses, período muito além dos oito dias planejados, devido a problemas nos propulsores e vazamentos de hélio. Para o retorno seguro da tripulação, a Nasa precisou recorrer à cápsula Crew Dragon, da SpaceX.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Nasa e reportagens do portal SpaceNews.

Histórico de desafios e a aposta em duas empresas

A parceria entre Nasa e Boeing, assim como com a SpaceX, foi estabelecida em 2014 com o objetivo de desenvolver sistemas de transporte tripulado comercial para a órbita terrestre. No entanto, ambas as empresas enfrentaram atrasos consideráveis em relação aos cronogramas originais. A SpaceX, por exemplo, só conseguiu realizar seu primeiro voo de teste tripulado em 2020, mas desde então acumulou mais de uma dúzia de missões operacionais bem-sucedidas. Recentemente, a Nasa ampliou o contrato da SpaceX, concedendo mais três missões da Crew Dragon no valor de US$ 946 milhões, previstas para 2027 e 2028.

Apesar das críticas contundentes da Nasa sobre a missão da Starliner em junho de 2024, classificada como um “acidente tipo A” (o nível mais alto de falha), a agência reafirma a importância de ter alternativas. “Certificar a Starliner, da Boeing, é importante tanto para dar suporte à ISS quanto para futuros destinos comerciais”, afirmou Dana Weigel, gerente do programa de órbita baixa da Terra da Nasa. A estratégia visa garantir redundância no transporte espacial, permitindo que a agência responda a imprevistos, como falhas em foguetes ou espaçonaves.

Próximos passos e a transição de foguetes

Com o novo investimento, a Boeing trabalhará na certificação da Starliner para ser lançada por foguetes mais modernos. Atualmente, a nave é projetada para o foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), cujas unidades restantes são limitadas e utilizam motores de fabricação russa. O sucessor, Vulcan, da ULA, ainda precisa ser certificado para voos tripulados, e a Nasa arcará com os custos desse processo.

A próxima missão da Starliner, prevista para dezembro deste ano, será apenas de carga. Já o retorno de astronautas à órbita com a nave da Boeing não deve ocorrer antes de meados de 2028, após a conclusão das correções e certificações necessárias. O astronauta Woody Hoburg foi anunciado como comandante do primeiro voo tripulado futuro. Enquanto isso, a SpaceX avança com seus próprios planos, incluindo o desenvolvimento do gigantesco Starship, que futuramente poderá substituir a Crew Dragon e o foguete Falcon 9.

A visão de longo prazo da Nasa inclui a desativação da ISS em 2030, com a expectativa de que estações espaciais comerciais assumam o papel de laboratórios em órbita. A capacidade contínua de transporte tripulado, com opções diversificadas, é vista como crucial para essa transição e para o futuro da exploração espacial americana.

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