Mendonça: Lula e Flávio Bolsonaro podem abrir sigilos sem aval do TSE
Mendonça: Lula e Flávio Bolsonaro podem abrir sigilos sem aval do TSE

Mendonça: Lula e Flávio Bolsonaro podem abrir sigilos sem aval do TSE

Ministro do TSE defende autonomia de candidatos para divulgar dados sob sigilo O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça declarou, na noite desta quinta-feira (22), que a Corte não tem a prerrogativa de decidir sobre a divulgação de quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) […]

Resumo

Ministro do TSE defende autonomia de candidatos para divulgar dados sob sigilo

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça declarou, na noite desta quinta-feira (22), que a Corte não tem a prerrogativa de decidir sobre a divulgação de quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Mendonça, os sigilos são ferramentas de proteção do titular, que tem o direito de renunciar a eles quando desejar, sem a necessidade de intervenção judicial.

“Para isso, não é necessária decisão judicial. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, afirmou o ministro, reiterando que tanto os candidatos quanto outras pessoas físicas e jurídicas estão autorizados a divulgar voluntariamente os dados de que são titulares, definindo o momento e a forma dessa liberação.

As informações sobre extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e registros de chamadas telefônicas podem ser obtidas diretamente com as instituições responsáveis. Quanto a dados sigilosos envolvendo gastos com recursos públicos, como o uso de cartão corporativo, Mendonça explicou que a reclassificação pode ser feita pela própria autoridade ou por um superior hierárquico, sem necessidade de decisão judicial, garantindo publicidade imediata.

O ministro, no entanto, alertou para a importância de se ter clareza sobre o alcance dessas medidas. A divulgação espontânea e voluntária de documentos pessoais, embora legítima, não substitui investigações conduzidas por órgãos competentes sob controle judicial, que têm o propósito de esclarecer fatos específicos. Mendonça lembrou que, como regra, recursos de origem ilícita, provenientes de corrupção e lavagem de dinheiro, costumam transitar por interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, e não diretamente pelas contas dos beneficiários.

A “guerra dos sigilos” entre os candidatos

O embate sobre a divulgação de informações sigilosas teve início durante o debate da TV Band, quando o presidente Lula desafiou seu adversário a compartilhar seus dados. Em resposta, Lula protocolou um pedido ao TSE para que seus sigilos e os de sua família fossem abertos para investigação. A defesa de Flávio Bolsonaro aceitou a quebra, mas impôs condições, como a inclusão de dados de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. O petista concordou, mas solicitou dados da empresa offshore Alcazar Holdings, cujo sócio único é o advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador e investigado pelo STF por suspeitas de lavagem de dinheiro.

A campanha de Lula protocolou as informações requeridas no TSE. A defesa de Flávio Bolsonaro informou que avaliaria os documentos e, caso estivessem completos, apresentaria as informações do senador.

Tags:

Veja Também

Cientistas pedem que crise climática seja declarada emergência de saúde global

Cientistas pedem que crise climática seja declarada emergência de saúde global

Saída de Flávio Bolsonaro para os EUA pode intensificar cerco judicial contra aliados e família

Saída de Flávio Bolsonaro para os EUA pode intensificar cerco judicial contra aliados e família

Democratas em Rota de Colisão para Recuperar a Câmara em Eleição Histórica nos EUA

Acordar cedo: um mito de produtividade ou uma questão biológica?

Acordar cedo: um mito de produtividade ou uma questão biológica?

Publicação em Revistas Nature é Isenta de Custos para Pesquisadores Brasileiros