Lula encerra campanha na Paulista com aposta em vitória no primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3) a campanha à reeleição com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, onde apostou publicamente em uma vitória já no primeiro turno. Lula expressou convicção no resultado favorável e convocou os apoiadores a trabalhar ativamente até o fechamento das urnas para garantir o triunfo.
O evento contou com a presença de importantes aliados políticos, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), a candidata ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Haddad acusou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), de tentar impedir a manifestação.
Antes da chegada de Lula, um princípio de confusão entre militantes e policiais militares ocorreu devido à organização dos caminhões de som e à necessidade de liberar o trânsito. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia autorizado a caminhada na véspera, mas com a condição de não obstruir vias e de seguir orientações da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Lula utilizou o episódio para defender o “resgate” da avenida, afirmando que “a Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”, e prometeu retornar ao local para comemorar a vitória.
Soberania nacional e críticas à oposição
Em seu discurso, Lula reiterou a defesa da soberania nacional como um pilar central de sua campanha, resumindo a disputa eleitoral como um confronto entre “democracia e soberania” e “barbárie”. Ele voltou a acusar seus adversários de representarem a extrema direita e o crime organizado.
A temática da soberania ganhou destaque nos últimos meses da campanha, especialmente diante de tensões internacionais e acusações de interferência externa. Lula já havia afirmado anteriormente que os Estados Unidos não deveriam interferir nas eleições brasileiras e que a decisão sobre os rumos do país caberia aos brasileiros. Na abertura da Assembleia-Geral da ONU, o presidente declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, associando a defesa da soberania à proteção do Pix, dos recursos minerais e da autonomia decisória brasileira.
O presidente também abordou o caso Banco Master, associando a campanha adversária às investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Lula relembrou ações de seu governo contra a “quadrilha da Previdência” e comentou que “a cada hora aparece uma coisa nova” sobre o caso.
Aposta em vitória e cenário eleitoral
A declaração de Lula sobre a vitória no primeiro turno ecoa uma confiança já expressa em eventos anteriores, como em uma caminhada em Belo Horizonte na sexta-feira (2). Na ocasião, ele afirmou ter “convicção” de que venceria, mesmo que a eleição fosse para o segundo turno.
O pedido por mobilização se direciona a eleitores com mais de 70 anos, que não são obrigados a votar, e a jovens indecisos. Essa confiança declarada contrasta com o cenário de disputa acirrada nas pesquisas. Um levantamento CNT/MDA divulgado no mesmo sábado mostra Lula com 43,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Nos votos válidos, a diferença é de 47,8% para Lula e 42,1% para Bolsonaro.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo G1 e pela CNN.
