Ídolos do futebol buscam a política, mas poucos triunfam nas urnas
Ídolos do futebol buscam a política, mas poucos triunfam nas urnas

Ídolos do futebol buscam a política, mas poucos triunfam nas urnas

Fama nos gramados não garante sucesso eleitoral A transição de craques do futebol para a política tem sido uma rota cada vez mais comum, mas o resultado das urnas em 2026 mostrou que a admiração dos torcedores não se traduz automaticamente em votos suficientes para um mandato. Enquanto alguns ex-jogadores e um renomado treinador viram […]

Resumo

Fama nos gramados não garante sucesso eleitoral

A transição de craques do futebol para a política tem sido uma rota cada vez mais comum, mas o resultado das urnas em 2026 mostrou que a admiração dos torcedores não se traduz automaticamente em votos suficientes para um mandato. Enquanto alguns ex-jogadores e um renomado treinador viram suas candidaturas não prosperarem, outros, com carreiras igualmente marcantes, conseguiram se eleger.

Apenas dois nomes com forte ligação com os gramados conquistaram cadeiras no legislativo: o ex-goleiro Danrlei (PSD-RS), ídolo do Grêmio, foi eleito deputado federal com 105.017 votos. Já o ex-atacante Bobô (PCdoB), com passagens marcantes pelo Bahia, garantiu uma vaga como deputado estadual na Bahia, obtendo 70.898 votos.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados sobre as eleições de 2026.

Grandes nomes ficam de fora

A lista de desilusões eleitorais é extensa e inclui figuras de grande projeção nacional. Marcelinho Carioca (Republicanos-DF), ex-meia com passagens memoráveis pelo Corinthians, disputou uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal, mas não obteve sucesso, acumulando 2.494 votos. Sua trajetória política, iniciada em 2010, já o viu concorrer a diversos cargos sem jamais ter sido eleito pelo voto direto, passando por diferentes legendas ao longo dos anos.

Edmundo (PSDB-RJ), o polêmico “Animal” que marcou época com a camisa do Palmeiras, também não conseguiu se eleger deputado federal pelo Rio de Janeiro, recebendo 35.725 votos. A esperança de Vanderlei Luxemburgo, um dos treinadores mais vitoriosos do futebol brasileiro, de conquistar uma cadeira no Senado pelo Tocantins também se esvaiu. Aos 74 anos, o ex-comandante da Seleção Brasileira e de diversos clubes de ponta obteve 67.987 votos, ficando em sétimo lugar na disputa.

Outros ex-atletas e um treinador não alcançam o objetivo

Além dos nomes de maior destaque, diversos outros ex-jogadores e o técnico Vanderlei Luxemburgo não foram eleitos. Entre eles estão Luís Fabiano (MDB-SP), ex-atacante do São Paulo, que recebeu 9.613 votos para deputado federal; Finazzi (MDB-SP), com 1.069 votos; o goleiro Sérgio (Solidariedade-SP), ex-Palmeiras, com 9.565 votos para deputado estadual; Dinei (Avante-SP), com 6.338 votos; Cleo Hickmann (PDT-RS), com 412 votos; Flávio Caça-Rato (MDB-PE), com 5.062 votos; Éverton Felipe (PL-PE), com 1.953 votos; Donizete Pantera (PL-RJ), com 4.884 votos; e Washington Coração Valente (MDB-DF), com 7.503 votos.

Ainda que a fama nos gramados não tenha se traduzido em vitórias eleitorais para muitos, a presença de ídolos no cenário político demonstra o interesse de personalidades esportivas em contribuir para a gestão pública, mesmo que o caminho até o mandato seja árduo e desafiador.

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