Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno eleitoral
Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno eleitoral

Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno eleitoral

Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno eleitoral O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para após a realização do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. A decisão […]

Resumo

Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno eleitoral

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para após a realização do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (19) e surge em meio a um impasse político referente à redução da maioridade penal.

O texto, que deveria ter sido votado na última quinta-feira (15), foi retirado de pauta devido a um embate entre a base governista e a oposição. Segundo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), Alcolumbre não convocará novas sessões para votações nesta semana. As informações foram divulgadas em entrevista ao jornal O Globo.

Divergências sobre a maioridade penal

O debate sobre a maioridade penal ganhou força na semana passada, quando o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, propôs a inclusão na PEC de uma emenda que reduziria a maioridade penal para 16 anos de forma geral, e para 14 anos em casos de crimes hediondos. Em resposta, o líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou uma contraproposta para reduzir a maioridade penal para 16 anos especificamente para crimes hediondos.

O impasse gerado por essas emendas levou o presidente do Senado a postergar a votação da PEC da Segurança Pública. Caso o texto fosse alterado pelos senadores com as novas propostas, ele precisaria retornar para uma nova análise na Câmara dos Deputados, o que poderia impactar o cronograma eleitoral.

Posição do presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se manifestou sobre o tema. Na noite de 15 de setembro, durante sabatina no Jornal Nacional, ele declarou ser a favor da redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. No entanto, ressaltou que a PEC da Segurança Pública não seria o canal adequado para essa discussão, pois o foco da proposta é outro. “Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo”, afirmou Lula na ocasião.

A decisão de adiar a votação visa evitar que a polarização em torno da maioridade penal interfira no processo eleitoral em curso e, possivelmente, permitir uma análise mais ponderada da PEC após o segundo turno.

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