Presidente do STF, Edson Fachin, pressiona diretor-geral da Polícia Federal por desfecho do inquérito iniciado em 2017.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cobrou nesta terça-feira (13) do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a aceleração na conclusão do chamado “inquérito das fake news”. A investigação, instaurada há sete anos por iniciativa do então presidente da Corte, Dias Toffoli, mira principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem sido alvo frequente de questionamentos por parte da sociedade e de juristas devido à sua abertura de ofício.
A condução do inquérito chegou a ser de Alexandre de Moraes, mas foi posteriormente transferida para Fachin após as investigações sobre o Banco Master revelarem supostas trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. O STF informou, em nota após uma longa reunião entre Fachin e Rodrigues, que a PF analisará as diligências pendentes para dar andamento ao caso.
As informações foram divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Cobranças e direcionamentos sobre investigações
Além da demanda por celeridade no inquérito principal, Fachin solicitou que todas as menções a ministros da Corte encontradas nas investigações relacionadas ao Banco Master sejam encaminhadas a ele com o devido contexto e sem qualquer avaliação prévia da autoridade policial. O ministro também reforçou que a realização de atos investigativos que envolvam magistrados requer autorização do plenário do STF, afastando apurações solicitadas por Moraes e André Mendonça.
A reunião, solicitada pela própria PF, também abordou as investigações sobre o escândalo do roubo a aposentados e pensionistas do INSS e as apurações envolvendo o Banco Master. O STF aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos passos e analisar os pedidos pendentes.
Segurança institucional e ameaças a ministros em pauta
Outro ponto relevante discutido foi a segurança institucional e as ameaças dirigidas a ministros do Supremo. Fachin defendeu uma atuação preventiva e coordenada dos órgãos competentes para proteger a integridade dos magistrados, preservar a independência judicial e garantir o funcionamento regular das instituições. A PF reafirmou seu compromisso em colaborar com as medidas de prevenção e segurança dentro de sua competência.
Detalhes das investigações sobre o Banco Master
As investigações em torno do Banco Master trouxeram à tona informações sobre a contratação do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes por R$ 129 milhões, além de mensagens atribuídas ao banqueiro e contatos com o magistrado. No caso de Dias Toffoli, apurou-se sua sociedade com os irmãos em um resort que negociou cotas com um fundo ligado ao banco. Quanto a André Mendonça, foram relatados encontros com um advogado ligado a Vorcaro e uma possível relação entre o banco e o Instituto Iter, do qual foi sócio. A contratação de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado de Gilmar Mendes, por Vorcaro, e tentativas de aproximação também foram mencionadas.
