Vorcaro critica vazamentos e sinaliza nova tentativa de delação premiada
Vorcaro critica vazamentos e sinaliza nova tentativa de delação premiada

Vorcaro critica vazamentos e sinaliza nova tentativa de delação premiada

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro se manifesta contra vazamentos e indica interesse em nova delação premiada O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master, rompeu o silêncio nesta terça-feira (13) para criticar os recentes vazamentos de conversas e áudios extraídos de seu telefone celular. As informações divulgadas apontam, entre outros assuntos, para uma suposta rede de […]

Resumo

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro se manifesta contra vazamentos e indica interesse em nova delação premiada

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master, rompeu o silêncio nesta terça-feira (13) para criticar os recentes vazamentos de conversas e áudios extraídos de seu telefone celular. As informações divulgadas apontam, entre outros assuntos, para uma suposta rede de prostituição e organização de eventos privados envolvendo altas autoridades. A manifestação foi feita por meio de uma nota enviada à imprensa por sua defesa, na qual também sinaliza a intenção de tentar um novo acordo de delação premiada. Vorcaro, que já teve duas propostas de colaboração rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), encontra-se detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.

Em sua declaração, Vorcaro classificou como “absurdo” a divulgação de “frases pinçadas, conversas, áudios e prints descontextualizados”, argumentando que tais vazamentos violam sua privacidade, expõem sua intimidade indevidamente e colocam em risco a segurança de sua família. Ele também expressou preocupação com a apresentação de uma “história enviesada”, sujeita a manipulação política e da opinião pública, enquanto ele permanece preso e sem a oportunidade de se defender oficialmente.

As informações divulgadas a partir das mensagens do celular de Vorcaro o têm associado à articulação de relações com políticos, empresários e ministros de tribunais superiores, com o objetivo de obter decisões favoráveis ao Banco Master tanto no Legislativo quanto no Judiciário. Embora a defesa do empresário tenha evitado se pronunciar sobre vazamentos anteriores, ela decidiu quebrar o silêncio diante das acusações mais recentes, que supostamente envolvem uma rede de prostituição e recrutamento de mulheres refugiadas.

“Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei”, afirmou Vorcaro em sua nota, negando veementemente as acusações.

O ex-banqueiro reiterou sua disposição em colaborar com as investigações para que “todos conheçam a verdade por inteiro”. Ele declarou que deseja prestar esclarecimentos de forma “objetiva e transparente” sobre todos os assuntos investigados e suas relações, “pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal”.

Resistência às delações e menções a ministros

A Polícia Federal tem se mostrado resistente em aceitar uma terceira proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. Segundo apurações, as propostas anteriores teriam omitido fatos já descobertos pela investigação, e o ex-banqueiro teria deixado de mencionar nomes que já eram de conhecimento da polícia. Paralelamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que encaminhe todas as menções a ministros envolvidos no caso do Banco Master. As mensagens vazadas até o momento já levaram a apurações envolvendo ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Kássio Nunes Marques, além de pessoas ligadas a Luiz Fux e Gilmar Mendes.

A nota completa de Daniel Vorcaro expressa sua indignação com os vazamentos, negando a autoria, autenticidade e o contexto de diversos conteúdos divulgados. Ele classificou a manipulação de mensagens privadas como um ato criminoso que visa ofuscar problemas nacionais e anunciou que tais ações serão objeto de responsabilização cível e criminal.

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