Político de direita busca identificar e remover duas mulheres que exibiam símbolos ligados ao PT.
O eurodeputado polonês Dominik Tarczyński iniciou uma campanha nas redes sociais para identificar e solicitar a deportação de duas brasileiras que estariam na Polônia. Segundo o parlamentar, as mulheres teriam feito apologia ao comunismo, prática proibida pela legislação polonesa. Tarczyński publicou uma imagem das duas em frente a um prédio com as bandeiras da Polônia e do Brasil, ambas realizando o símbolo “L” em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma delas ostentando um broche com a estrela do PT em sua camiseta.
Em apelo urgente em sua conta na rede social X (antigo Twitter), Tarczyński pediu informações sobre a identidade das brasileiras. Ele complementou sua ação com uma postagem no Instagram, onde utilizou uma montagem com a estética do quadro “De volta para a minha terra”, do programa “Domingo Legal”, para propor que as mulheres retornassem ao Brasil. Na imagem, o eurodeputado aparece segurando uma mala, sugerindo que ajudaria pessoalmente na “deportação”.
“Promover o comunismo na Polônia é constitucionalmente proibido! Livrem-se dos comunistas no Brasil, assim como nós fizemos na Polônia. Votem no Flávio [Bolsonaro]!”, declarou Tarczyński, evidenciando seu alinhamento político e sua oposição ao governo brasileiro. O eurodeputado polonês é conhecido por seu apoio à família Bolsonaro e já esteve envolvido em ações diplomáticas contra figuras do judiciário brasileiro, como o ministro Alexandre de Moraes.
Divergência sobre a simbologia do PT
A alegação de Tarczyński foi contestada por seu colega eurodeputado polonês, Krzysztof Śmiszek. De espectro político de esquerda, Śmiszek rebateu o argumento, afirmando que a estrela do PT não configura um símbolo comunista e, portanto, as mulheres não estariam infringindo a lei polonesa. “Qual é o problema? Porque não estou entendendo muito bem… pois esse é o símbolo do Partido dos Trabalhadores do Brasil, o partido do atual presidente Lula”, escreveu Śmiszek em resposta.
Até o momento, as identidades das brasileiras mencionadas por Tarczyński não foram divulgadas, e a situação permanece em desenvolvimento. A ação do eurodeputado polonês reacende o debate sobre a interpretação de símbolos políticos e a liberdade de expressão em diferentes contextos internacionais.
