STJ nega pedido e mantém prisão de ex-vereador de SP ligado a investigação do PCC
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (23) manter a prisão temporária do ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União). A decisão, proferida pelo ministro Rogério Schietti, negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do político, que é investigado no âmbito da Operação Vectura Corrupta. A investigação apura suspeitas de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria se infiltrado em empresas de ônibus da capital paulista.
Em sua decisão, Schietti considerou que a prisão temporária foi devidamente justificada e não apresentava ilegalidades. O ministro ressaltou a necessidade da medida para o andamento de uma investigação considerada complexa, que trata do alegado envolvimento de uma facção criminosa no setor de transporte público. Segundo os indícios apresentados, Milton Leite seria um gestor direto de empresas supostamente controladas pelo PCC e proprietário de fato da empresa Transwolf.
O ex-vereador nega veementemente qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Após ter sido considerado foragido por um dia, Leite se apresentou a uma delegacia em Mogi das Cruzes, onde afirmou sua inocência à imprensa. “Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, declarou na ocasião.
O ministro Schietti também apontou que, para uma análise mais aprofundada do mérito do habeas corpus, seria necessária uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), responsável pela autorização inicial da prisão. A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada no dia 17 de agosto. A defesa de Milton Leite já apresentou embargos de declaração no STJ para contestar a decisão desta quarta-feira.
