STF julgará recurso de Eduardo Bolsonaro contra condenação por coação
STF julgará recurso de Eduardo Bolsonaro contra condenação por coação

STF julgará recurso de Eduardo Bolsonaro contra condenação por coação

Alexandre de Moraes definiu o período de 11 a 18 de setembro para o julgamento virtual. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou o julgamento de um recurso contra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O caso envolve acusações de coação no curso do processo, e a Primeira Turma da […]

Resumo

Alexandre de Moraes definiu o período de 11 a 18 de setembro para o julgamento virtual.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou o julgamento de um recurso contra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O caso envolve acusações de coação no curso do processo, e a Primeira Turma da Corte avaliará os embargos de declaração em sessão plenária virtual entre os dias 11 e 18 de setembro. A decisão final poderá impactar a pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta ao parlamentar.

Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho, por unanimidade, após denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Gonet acusou o ex-deputado de ter articulado com autoridades norte-americanas a imposição de sanções ao Brasil e a ministros do STF. O objetivo, segundo a acusação, seria garantir a impunidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O STF aceitou a denúncia e tornou Eduardo réu em novembro de 2025.

A Defensoria Pública da União (DPU), que representa Eduardo Bolsonaro, recorreu da condenação. O principal argumento é a existência de contradições no julgamento. A DPU alega que as declarações do ex-parlamentar foram usadas como prova para a condenação, mas não foram consideradas como circunstância atenuante na fixação da pena, conforme prevê o Código Penal e a jurisprudência do STF em casos de confissão espontânea utilizada pelo órgão julgador.

Após a condenação em junho, Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como “sem pé nem cabeça” e declarou que uma “sentença sem respeito ao devido processo legal é nula”. Ele também afirmou que não foi formalmente citado e que tomou conhecimento da decisão apenas pela imprensa, levantando questionamentos sobre o rito processual.

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