Candidato do Missão contesta indícios de ilicitudes em registro de candidatura
O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, manifestou neste domingo (30) sua posição contrária à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a análise do registro de sua candidatura por apontar “indícios de ilicitudes”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Santos declarou que não pretende ceder às pressões e que a campanha seguirá adiante.
A medida de Toffoli ocorreu após o ministro identificar inconsistências na declaração de perfis utilizados pela campanha nas redes sociais. Em 29 de julho, o candidato e seu vice, Aroldo Medina, informaram 18 perfis como complemento ao pedido de registro protocolado em 7 de agosto. A legislação eleitoral exige a comunicação de todos os endereços eletrônicos usados para propaganda.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo TSE e pela campanha do candidato.
Questionamentos sobre perfis e defesa de Renan Santos
Entre os perfis citados pelo TSE estão contas pessoais de Renan Santos em plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e Facebook, além de páginas associadas à campanha, como “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”. O ministro Dias Toffoli determinou a retirada do processo da pauta do plenário virtual do TSE, onde o julgamento estava marcado para iniciar em 31 de julho, a fim de permitir uma análise mais aprofundada das informações e dar espaço para a manifestação da defesa.
Renan Santos refutou as alegações, assegurando que todos os seus perfis foram devidamente registrados junto à Justiça Eleitoral. Ele também negou veementemente a acusação de abuso de poder econômico, classificando-a como “bizarra” e destacando que sua campanha é uma das “mais pobres entre os candidatos grandes”. Segundo ele, a campanha se sustenta por meio de vaquinhas e doações privadas, sem acesso a tempo de televisão, fundo partidário ou fundo eleitoral.
Adiamento do julgamento e próximos passos
Com a suspensão do processo, o julgamento do registro da candidatura de Renan Santos foi adiado. A legislação eleitoral possui regras específicas para o uso de endereços eletrônicos não declarados no momento do registro inicial. A defesa do candidato terá agora a oportunidade de se manifestar sobre os questionamentos levantados. Após essa etapa, o caso poderá retornar à pauta do TSE para nova análise.
Apesar do contratempo, Renan Santos comunicou a seus apoiadores que a situação não deve impactar o andamento da campanha e pediu que a mobilização em torno de sua candidatura continue.
