Assessoria da primeira-dama garante atuação na campanha eleitoral, apesar de críticas internas.
A primeira-dama, Janja da Silva, seguirá atuando na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “independente do que falem”. A declaração foi feita pela equipe de Janja em resposta a declarações da ex-senadora Kátia Abreu (PT-GO), que sugeriu “menos Janja e mais Alckmin” na estratégia do segundo turno.
A assessoria de Janja enfatizou que sua participação na campanha é “legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula”, e que o objetivo de todos os envolvidos é a reeleição do petista. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (7) em nota enviada à imprensa.
A polêmica surgiu após uma reunião da coordenação da campanha de Lula, onde Kátia Abreu, recém-filiada ao PT, teria defendido maior destaque para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em detrimento da participação da primeira-dama. Relatos colhidos pelo jornal O Globo e confirmados pela própria ex-senadora à GloboNews indicam que a fala de Abreu foi recebida com aplausos.
Críticas de Kátia Abreu e defesa da primeira-dama
Kátia Abreu justificou sua posição afirmando que, como agente político focado na vitória eleitoral, considerou que a primeira-dama poderia estar “exorbitando negativamente no processo eleitoral”. Ela ressaltou que sua intenção não era desmerecer Janja, mas sim “enaltecer” a figura de Alckmin, que, segundo ela, possui grande popularidade no país e deveria ter mais espaço na campanha.
“Eu achei, fiz uma comparação apenas de que o [vice] presidente Alckmin […] deveria aparecer mais, que a primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente”, declarou Abreu à emissora, acrescentando que seu conhecimento sobre Janja é limitado e que não possui uma relação íntima ou pessoal com ela.
Contexto da campanha eleitoral
A manifestação ocorre em um momento crucial para a campanha de Lula, que busca reverter a desvantagem do primeiro turno das eleições. Na votação inicial, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A estratégia para o segundo turno envolve a articulação de alianças e a mobilização de diferentes setores do eleitorado.
