Primeira-dama Janja da Silva declarou neste sábado (19) que eleitores e apoiadores do governo federal teriam deixado Santa Catarina por não conseguirem viver em um ambiente considerado hostil e dominado pelo bolsonarismo. A declaração ocorreu durante o primeiro ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, em Florianópolis. Santa Catarina foi um dos redutos eleitorais de Jair Bolsonaro em 2022, tendo registrado a segunda maior votação proporcional do ex-presidente no segundo turno.
Em seu discurso na Praça Tancredo Neves, Janja classificou a suposta saída de apoiadores do governo Lula como “compreensível”, argumentando que para muitos seria “adoecer viver em um ambiente tão hostil, principalmente para nós, mulheres”. O evento marcou o início de uma estratégia da campanha petista para tentar ampliar sua base de apoio no estado nas semanas finais antes do primeiro turno das eleições.
Apelo por diálogo e busca por votos
Durante o ato em Florianópolis, Janja fez um apelo aos militantes para que busquem dialogar com eleitores indecisos, jovens que votam pela primeira vez e idosos. Ela sugeriu que temas como impostos, jornada de trabalho e a escala 6×1 podem ser pontos de partida para a conversa, enfatizando a importância de uma abordagem pacífica. “Não é para chegar brigando”, orientou, sugerindo perguntas como “o senhor concorda que quem ganha mais tem que pagar mais impostos?”. Janja também pediu que mostrem aos jovens que “a família Bolsonaro é contra a escala 6×1”.
A primeira-dama ressaltou que as duas semanas restantes antes do primeiro turno são cruciais para a vitória, mas que o trabalho deve ser feito “com diálogo”. Ela reforçou a necessidade de conversar com “gente que está indecisa e que está desanimada, principalmente os idosos”. Janja também se dirigiu especialmente às mulheres presentes, exaltando sua “resistência” e “revolução”, e mencionou que muitas pessoas que votaram em Bolsonaro “foram se dando conta que eles nunca foram a favor do país e pelo Brasil”. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo portal G1 e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
