TSE busca apuração de ataques contra funcionários e familiares
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (8) que a Polícia Federal inicie uma investigação sobre ameaças e ataques direcionados a servidores da Justiça Eleitoral, que têm se intensificado nas redes sociais. A medida surge após o tribunal registrar um volume expressivo de manifestações consideradas irregulares.
Até o início da tarde desta quinta, o TSE contabilizou aproximadamente 30 mil ocorrências que incluem desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discursos de ódio e ameaças veladas. O tribunal informou que as ações também atingiram familiares dos servidores, o que motivou a adoção de medidas de segurança adicionais para garantir a integridade física e o apoio psicológico dos funcionários e de seus entes queridos.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral.
Medidas e responsabilização em curso
Diante do cenário, o Ministério Público já solicitou a remoção dos conteúdos ofensivos e a responsabilização dos usuários que promoveram os ataques. O TSE também comunicou formalmente às plataformas X (antigo Twitter) e Meta (responsável pelo Facebook e Instagram) sobre a disseminação dos posts considerados irregulares, buscando colaboração para conter a onda de desinformação e ameaças.
A Justiça Eleitoral classificou as ações como um “movimento crescente” contra seus funcionários. Essa escalada tem sido monitorada de perto desde a última terça-feira (6) por núcleos especializados do tribunal, como o Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e o Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED).
Ameaças configuram crime
Em nota, o TSE reforçou que os ataques e ameaças a servidores públicos federais, assim como as ofensas infundadas ao sistema eletrônico de votação, são crimes previstos no Código Penal e na legislação penal especial. A atuação da Polícia Federal visa apurar a autoria e a extensão dessas ações, buscando coibir futuras investidas contra a integridade do processo eleitoral e de seus agentes.
