Canadá exclui transtorno mental como única condição para suicídio assistido

Canadá exclui transtorno mental como única condição para suicídio assistido

Canadá não permitirá suicídio assistido para quem tem apenas transtorno mental O Canadá decidiu não expandir o acesso ao suicídio assistido para indivíduos cuja única condição médica subjacente seja uma doença mental. A declaração foi feita pelo Ministro da Justiça, Sean Fraser, nesta quarta-feira (7), em um esforço para pacificar um dos debates mais sensíveis […]

Resumo

Canadá não permitirá suicídio assistido para quem tem apenas transtorno mental

O Canadá decidiu não expandir o acesso ao suicídio assistido para indivíduos cuja única condição médica subjacente seja uma doença mental. A declaração foi feita pelo Ministro da Justiça, Sean Fraser, nesta quarta-feira (7), em um esforço para pacificar um dos debates mais sensíveis na área da saúde canadense. A medida visa impedir que pessoas com sofrimento psíquico severo, mas sem outras comorbidades graves, se tornem elegíveis para a assistência médica para morrer, a partir de março, quando a exclusão atual deixaria de vigorar.

A legalização da morte assistida no Canadá ocorreu inicialmente em 2016 para pacientes em fim de vida. Em 2021, os critérios foram ampliados para incluir pessoas com doenças graves e incuráveis, mesmo que a morte não fosse iminente. A expectativa era que, a partir de 2024, a elegibilidade fosse estendida independentemente da condição médica, mas o prazo foi adiado em três anos para permitir que o sistema de saúde mental, já sob pressão, se preparasse adequadamente.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo governo canadense e reportagens da Reuters.

Baseado em recomendações e preocupações sociais

A decisão do governo liberal de proibir o suicídio assistido como única opção para pessoas com transtornos mentais segue as recomendações de um painel consultivo. Em junho, o grupo alertou o governo contra a ampliação do direito, citando preocupações significativas com a insuficiência de apoio à saúde mental em comunidades por todo o país. O painel expressou o receio de que pacientes em sofrimento pudessem optar pela morte assistida por falta de acesso a cuidados adequados.

Adicionalmente, o comitê destacou a complexidade e o debate existente entre especialistas em saúde mental sobre a possibilidade de uma doença mental ser considerada incurável. Apesar de a maioria dos canadenses apoiar o direito ao suicídio assistido, cresceram nos últimos meses os apelos de profissionais da área médica por uma revisão das políticas e dos critérios de elegibilidade para o procedimento.

Encerramento de um debate acirrado

O Ministro da Justiça, Sean Fraser, afirmou enfaticamente que o Canadá optou por não avançar com a expansão para este grupo específico. “Embora não haja consenso absoluto sobre a questão, acreditamos que esta seja a abordagem correta”, declarou Fraser a jornalistas, sinalizando o fim de uma discussão que gerou intensos debates éticos e sociais. A medida busca um equilíbrio entre o respeito à autonomia individual e a necessidade de garantir suporte adequado à saúde mental.

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