Mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal apertaram o 22 na urna eletrônica, anulando seus votos e potencialmente impedindo a reeleição da governadora Celina Leão (PP) em primeiro turno. A governadora perdeu a chance de vencer a disputa logo no início por uma margem de apenas 168 votos.
O número 22 é o código do Partido Liberal (PL). Embora o PL não tenha apresentado um candidato próprio para o governo do DF, a legenda integrou a coligação que apoiava a reeleição de Celina Leão, cujo número na urna era o 11. Essa coincidência levanta a possibilidade de que parte dos eleitores tenha se confundido ao digitar o número na urna.
Celina Leão obteve 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos, e disputará o segundo turno contra Leandro Grass (PT), que alcançou 569.930 votos, representando 34,47%. Os dados registrados pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) mostram que 26.603 eleitores digitaram o número 22. Contudo, os registros eleitorais não permitem afirmar com certeza que todos esses votos seriam destinados a Celina Leão caso tivessem sido digitados corretamente.
A governadora realizou campanha ao lado de figuras proeminentes do PL, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Bia Kicis, ambas eleitas para o Senado. A campanha conjunta pode ter contribuído para a confusão dos eleitores. No primeiro turno, os votos brancos somaram 74.774 (4,11%), enquanto os votos nulos atingiram 89.910 (4,95%). A abstenção no pleito foi de 18,99%, com 1.817.921 eleitores comparecendo às urnas.
A decisão do segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro. A performance de Celina Leão, que ficou a uma margem mínima da vitória, evidencia a importância dos votos que deixaram de ser computados para sua candidatura devido a possíveis equívocos na votação, um cenário que pode influenciar o resultado final da eleição.
