TSE garante segurança e tranquilidade nas urnas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, declarou na noite deste domingo (4) que o primeiro turno das eleições ocorreu dentro da normalidade. Ele enfatizou que o processo eleitoral se completa apenas quando a vontade do eleitorado é devidamente conhecida e respeitada, e expressou o desejo de que o segundo turno transcorra com a mesma tranquilidade.
Nunes Marques destacou os esforços do TSE para assegurar que o direito ao voto fosse exercido com segurança, tranquilidade e liberdade. Segundo o ministro, observadores nacionais e internacionais não identificaram incidentes graves relacionados às urnas eletrônicas, à identificação dos eleitores ou ao transporte de materiais que pudessem comprometer significativamente o processo.
A declaração do presidente do TSE surge em um contexto de tensões entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio TSE, que trocaram decisões conflitantes na véspera da votação. Nunes Marques, no entanto, evitou comentar diretamente a interferência de decisões do STF na Justiça Eleitoral, afirmando que analisar outros tribunais não faz parte de suas atribuições.
Apuração transcorreu sem intercorrências graves
O presidente do TSE abordou o atraso de aproximadamente 40 minutos na divulgação dos resultados, atribuindo-o a um congestionamento no sistema de divulgação de dados. Ele assegurou que o TSE manteve o controle total da situação durante o período. Nunes Marques também mencionou a abertura de um procedimento prévio pela Polícia Federal para apurar suspeitas de interferência e financiamento estrangeiro nas eleições, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), reiterando que “contra fatos não existem argumentos”.
Ele ressaltou a ausência de alertas de setores do TSE sobre interferência estrangeira e a superação de riscos climáticos que poderiam ter impactado o dia de votação. A coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro turno contou com a presença do vice-presidente do TSE, André Mendonça, do presidente do STF, Edson Fachin, do procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, do presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, e do ministro Dias Toffoli.
