Pesquisas de primeiro turno subestimaram força de Flávio Bolsonaro e superestimaram a de Lula em alguns casos
Pesquisas de primeiro turno subestimaram força de Flávio Bolsonaro e superestimaram a de Lula em alguns casos

Pesquisas de primeiro turno subestimaram força de Flávio Bolsonaro e superestimaram a de Lula em alguns casos

Análise das projeções eleitorais revela discrepâncias significativas entre o cenário pré-votação e o resultado final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Na véspera da votação do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a maioria dos institutos de pesquisa não antecipou com precisão a configuração que levaria Flávio Bolsonaro (PL) a superar Luiz […]

Resumo

Análise das projeções eleitorais revela discrepâncias significativas entre o cenário pré-votação e o resultado final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

Na véspera da votação do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a maioria dos institutos de pesquisa não antecipou com precisão a configuração que levaria Flávio Bolsonaro (PL) a superar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em votos válidos. Com 99,99% das urnas apuradas, Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,15%, garantindo a ida do candidato do PL para o segundo turno em vantagem numérica sobre o petista.

Apenas o instituto Gerp projetou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, com 46% contra 44%. Outros institutos, como Datafolha, PoderData e Quaest, indicavam a possibilidade dessa liderança, mas dentro da margem de erro, com Lula aparecendo com vantagem numérica nas suas respectivas pesquisas.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelos institutos Gerp, PoderData, CNT/MDA, Datafolha, Quaest e AtlasIntel, além dos resultados oficiais das urnas.

Discrepâncias nas projeções e a margem de erro

A projeção para o desempenho de Flávio Bolsonaro foi a que mais destoou do resultado real em algumas pesquisas. No caso do Datafolha, a diferença entre a projeção e a votação oficial para o candidato do PL atingiu 5,03 pontos percentuais. A pesquisa da Gerp apresentou a menor margem de erro em relação ao resultado de Bolsonaro, com uma diferença de apenas 1,03 ponto percentual.

No que tange ao resultado de Lula, os institutos demonstraram maior acerto. As projeções do PoderData, Datafolha e Quaest ficaram abaixo de um ponto percentual de distância em relação ao percentual registrado nas urnas. Por outro lado, a pesquisa da CNT/MDA foi a que mais se distanciou do resultado geral, prevendo uma vitória de Lula no primeiro turno com mais de cinco pontos percentuais à frente de Bolsonaro, considerando sua margem de erro de dois pontos percentuais.

Metodologia das pesquisas e resultados comparados

A metodologia das pesquisas variava em número de entrevistados, datas de coleta e margens de erro. O levantamento da Gerp ouviu 2.400 pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O PoderData entrevistou 4.000 pessoas no mesmo período, com margem de erro de 1,5 ponto percentual. Já a CNT/MDA realizou 2.007 entrevistas entre 30 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O Datafolha entrevistou 4.006 pessoas em 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Por fim, a Quaest ouviu 3.702 pessoas entre 02 e 03 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O AtlasIntel, cujos dados também foram comparados, não teve sua metodologia detalhada na fonte principal.

Comparando as projeções com os resultados das urnas, observa-se a seguinte discrepância em pontos percentuais (pp):

  • Urnas: Flávio Bolsonaro: 47,03%; Lula: 45,16%
  • Gerp: Flávio Bolsonaro: 46% (-1,03 pp); Lula: 44% (-1,16 pp)
  • PoderData: Flávio Bolsonaro: 43% (-4,03 pp); Lula: 45% (-0,16 pp)
  • CNT/MDA: Flávio Bolsonaro: 42,1% (-4,93 pp); Lula: 47,8% (+2,64 pp)
  • Datafolha: Flávio Bolsonaro: 42% (-5,03 pp); Lula: 45% (-0,16 pp)
  • Quaest: Flávio Bolsonaro: 45% (-2,03 pp); Lula: 46% (+0,84 pp)
  • AtlasIntel: Flávio Bolsonaro: 44,1% (-2,93 pp); Lula: 47% (+1,84 pp)

A análise detalhada demonstra que, embora a maioria das pesquisas tenha captado a proximidade entre os candidatos, a liderança numérica de Bolsonaro antes do pleito foi antecipada por poucos, enquanto a margem de erro frequentemente mascarou a real vantagem que um ou outro poderia ter. A precisão das projeções em relação ao resultado final, especialmente para Flávio Bolsonaro, variou consideravelmente entre os diferentes institutos de pesquisa.

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