Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina neste domingo (4) com a maior vantagem percentual sobre o segundo colocado entre os governadores eleitos em primeiro turno. Ele obteve 68,98% dos votos válidos, enquanto Gelson Merisio (PSB) alcançou 15,66%, uma diferença de 53,32 pontos percentuais, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 100% das urnas apuradas.
A expressiva votação de Jorginho Mello em Santa Catarina o coloca em destaque nacional entre os governadores que conquistaram a reeleição já no primeiro turno. A margem de 53,32 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Gelson Merisio, supera as diferenças registradas em outros estados onde a eleição foi decidida no domingo. Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) garantiu a reeleição com 43,39 pontos percentuais de vantagem sobre Fátio Trad (PT). Já no Piauí, Rafael Fonteles (PT) obteve a maior porcentagem de votos válidos entre todos os eleitos, com 70,90%, mas a diferença para o segundo colocado, Joel Rodrigues (PP), foi de 43,36 pontos percentuais.
A oposição em Santa Catarina, que se dividiu entre Gelson Merisio e João Rodrigues (PSD), que ficou em terceiro com 13,35%, não conseguiu concentrar votos suficientes para desafiar a liderança de Jorginho Mello. O governador, que já havia demonstrado força em 2022 ao vencer Dercio Lima (PT) no segundo turno com 70,69% dos votos válidos, repetiu um desempenho notável em 2024. Sua coligação reuniu PL, Novo, Republicanos, Avante, Agir, DC e a federação PSDB-Cidadania, com o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice.
Trajetória política e alinhamento ideológico
Natural de Ibicaré, Jorginho Mello, aos 70 anos, construiu uma longa carreira política que o levou do legislativo municipal ao governo estadual. Sua trajetória inclui mandatos como vereador, deputado estadual e federal, além de uma passagem pelo Senado. Durante seu primeiro mandato como governador, Mello implementou leis alinhadas a pautas conservadoras e manteve uma postura crítica em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sua reeleição contou com o apoio da família Bolsonaro, consolidando-o como uma figura importante para a direita conservadora no estado.
Fonteles lidera em percentual, mas com menor margem
No Piauí, Rafael Fonteles (PT) alcançou a maior porcentagem de votos válidos (70,90%) entre todos os governadores eleitos no primeiro turno. No entanto, a diferença para o segundo colocado, Joel Rodrigues (PP), foi de 43,36 pontos percentuais, menor do que a registrada por Jorginho Mello em Santa Catarina e Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul. Diferentemente de Santa Catarina, a oposição no Piauí concentrou seus votos em um único adversário, o que contribuiu para a alta votação de Fonteles, que ampliou seu desempenho em relação a 2022, quando venceu no primeiro turno com 57,17%.
Riedel consolida vitória com ampla aliança
Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) garantiu sua reeleição com 67,07% dos votos válidos, superando Fátio Trad (PT) por 43,39 pontos percentuais. A vitória de Riedel foi impulsionada pela formação de uma ampla coalizão de nove partidos, incluindo oposição de pleitos anteriores. Sua chapa contou com o apoio do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e de outros aliados políticos, fortalecendo sua candidatura para o segundo mandato. A eleição em Mato Grosso do Sul foi uma das primeiras a ter seu resultado definido no país.
As informações foram compiladas a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
