TSE descarta interferência estrangeira nas eleições
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que não há, até o momento, qualquer evidência de interferência estrangeira no processo eleitoral deste ano. Segundo o ministro, relatórios elaborados pelas equipes de inteligência do tribunal não identificaram qualquer tipo de risco ao pleito.
A declaração surge em um momento de atenção após o fechamento temporário de embaixadas e consulados de países como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Irlanda e Alemanha no Brasil na última sexta-feira (2), acompanhado de alertas de segurança para seus cidadãos.
“Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas”, afirmou Nunes Marques em entrevista coletiva, minimizando os receios que circularam anteriormente.
Parceria com plataformas e atuação de órgãos públicos afastaram ameaças
O presidente do TSE atribuiu a ausência de riscos à colaboração estabelecida entre o tribunal e as plataformas digitais. Um plano de conformidade foi firmado, contando com a “parceria” das empresas para adequação às leis eleitorais brasileiras. “Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira afastou muitos dos problemas que poderíamos ter”, disse.
Além da cooperação com empresas de tecnologia, Nunes Marques destacou a atuação de outros órgãos da República na organização das eleições. Equipes responsáveis pelo monitoramento, como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), também não identificaram ações estrangeiras que pudessem comprometer o processo eleitoral. “Até agora, não temos nenhum indicativo de nenhuma das nossas salas e equipes dentro do Tribunal de nenhum tipo de interferência estrangeira”, declarou.
A Polícia Federal também se manifestou sobre o tema, informando não ter encontrado evidências de risco contra representações diplomáticas no país. Na sexta-feira (2), a corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, explicou que a investigação apurou uma comunicação recebida da embaixada americana e que, até o momento, não confirmou uma ameaça efetiva.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral e pela Polícia Federal.
