Lula defende estabilidade fiscal e critica adversários em jantar com mais de 500 empresários
Lula defende estabilidade fiscal e critica adversários em jantar com mais de 500 empresários

Lula defende estabilidade fiscal e critica adversários em jantar com mais de 500 empresários

Em evento suntuoso, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a empresários que estabilidade fiscal é “obrigatória” e atacou o que chamou de “babaquice de fazer superávit”. A declaração, feita dias após um comício em Curitiba, ocorreu em um jantar em São Paulo que contou com a presença de mais de 500 empresários e […]

Resumo

Em evento suntuoso, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a empresários que estabilidade fiscal é “obrigatória” e atacou o que chamou de “babaquice de fazer superávit”. A declaração, feita dias após um comício em Curitiba, ocorreu em um jantar em São Paulo que contou com a presença de mais de 500 empresários e representantes do setor produtivo, organizado pelos grupos Esfera, Prerrogativas e Parlatório. A alta procura levou os organizadores a transferir o encontro para o Hotel Tivoli Mofarrej, nos Jardins.

A pauta principal do evento, a estabilidade fiscal, foi abordada por Lula de forma enfática. “Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória. Não é nem competência do governo, é obrigatório isso. Ele sabe que, quanto mais as contas estiverem desajustadas, quem vai pagar o preço é o povo pobre”, declarou o presidente. Ele também relembrou sua gestão anterior, afirmando que o país foi “entregue com um superávit de 0,1% [do PIB]”, um índice que, segundo ele, demonstra a retomada da responsabilidade fiscal. No entanto, dados do Tribunal de Contas da União (TCU) indicam que o governo federal encerrou 2022 com um superávit primário de R$ 54,9 bilhões (0,6% do PIB), o primeiro resultado positivo após oito anos de déficits. Lula já havia feito a mesma afirmação sobre o déficit de 2,8% em entrevista anterior, apesar de seu governo ter apresentado déficits em três anos de mandato até o momento.

O encontro reuniu figuras proeminentes do mundo dos negócios, como Joesley Batista e Gilberto Tomazoni (J&F), José Seripieri Jr (Amil), Gustavo Pimenta (Vale), Benjamin Steinbruch (CSN), Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco), Gilson Finkelsztein (Santander), Ricardo Lacerda (BR Partners), David Feffer (Suzano), Sergio Zimerman (Petz), Paulo Kakinoff (Porto Seguro), Ivan Monteiro (Axia), Lírio Parisotto (Innova), Miguel Matos (Philip Morris Brasil), Carlos Sanchez (EMS) e Rubens Ometto (Cosan). Ministros de estado e presidentes de estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, também marcaram presença. O jantar faz parte de uma série de encontros promovidos pelo Esfera Brasil com candidatos à Presidência, que também programou reuniões com outros presidenciáveis.

A dupla com Alckmin e a comparação com adversários

Durante seu discurso de quase 40 minutos, Lula não poupou críticas aos seus adversários, sem citar nomes diretamente. Ele ressaltou a importância da biografia e da experiência na disputa presidencial, apresentando a chapa com Geraldo Alckmin como a melhor opção. “Essa dupla aqui é melhor do que tudo que está na mesa”, afirmou, arrancando aplausos da plateia. O presidente também alertou contra o “blefe” na eleição, incentivando os empresários a não se deixarem enganar por candidatos que não oferecem propostas sólidas. “Se blefar, vai quebrar a cara”, sentenciou.

Críticas ao Banco Master e relações internacionais

O presidente também abordou o caso do Banco Master, referindo-se a ele como um “mar de lama” e acusando o ex-dono, Daniel Vorcaro, de corrupção por meio de “orgia”. Lula defendeu a necessidade de coragem para expor a “podridão” e cobrou uma Justiça que não seja seletiva. Em relação à política externa, Lula criticou a postura dos Estados Unidos sob Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, alertando contra a tentativa de transformar a América Latina em um “quintal”. Ele afirmou que, caso eleito, priorizará a soberania brasileira e não permitirá que países estrangeiros imponham suas regras, especialmente no setor de minerais críticos. Lula também ameaçou usar a Lei da Reciprocidade contra os EUA em resposta a tarifas sobre produtos brasileiros, reforçando que “quem manda aqui chama-se povo brasileiro”.

As informações sobre os presentes e declarações foram publicadas pelos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e pelo portal UOL.

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