Sangramento Nasal: Entenda as Causas Comuns e Quando Buscar Ajuda Médica
Sangramento Nasal: Entenda as Causas Comuns e Quando Buscar Ajuda Médica

Sangramento Nasal: Entenda as Causas Comuns e Quando Buscar Ajuda Médica

O que é o sangramento nasal e por que ele acontece? O sangramento nasal, conhecido tecnicamente como epistaxe, é uma ocorrência comum que, em grande parte dos casos, não representa um perigo iminente à saúde. Geralmente, está associado a fatores como o ressecamento da mucosa nasal, quadros de resfriado, rinite, sinusite ou pequenos traumas na […]

Resumo

O que é o sangramento nasal e por que ele acontece?

O sangramento nasal, conhecido tecnicamente como epistaxe, é uma ocorrência comum que, em grande parte dos casos, não representa um perigo iminente à saúde. Geralmente, está associado a fatores como o ressecamento da mucosa nasal, quadros de resfriado, rinite, sinusite ou pequenos traumas na região. Contudo, episódios que se mostram frequentes, com intensidade acentuada ou que não cessam após alguns minutos de compressão, demandam atenção e podem necessitar de avaliação médica especializada.

Crianças entre 2 e 10 anos são particularmente suscetíveis a esses episódios. Nessa faixa etária, a mucosa nasal é mais fina e delicada, e o hábito de introduzir o dedo no nariz pode causar pequenas lesões que levam à ruptura de vasos sanguíneos. Idosos também integram o grupo de risco, devido à maior fragilidade dos seus vasos sanguíneos e ao uso frequente de medicamentos como anticoagulantes e anti-inflamatórios, que podem interferir na coagulação.

Outras condições e hábitos também podem favorecer a ocorrência de sangramentos nasais. O clima frio e seco, o ato de assoar o nariz com muita força, traumas diretos na face, o uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e variações bruscas na pressão atmosférica, como as vivenciadas em mergulhos ou viagens para altitudes elevadas, são fatores que podem contribuir para a epistaxe. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Agência Einstein.

O que fazer durante um sangramento nasal?

Na maioria das situações, o sangramento é autolimitado e para espontaneamente. Durante um episódio, a recomendação médica é que a pessoa se sente e incline a cabeça levemente para frente. Contrariando a crença popular de inclinar a cabeça para trás, essa posição pode fazer com que o sangue escorra para a garganta, levando à ingestão do mesmo, sem, contudo, controlar o sangramento.

Após se posicionar corretamente, deve-se comprimir a parte mole do nariz com os dedos, como se estivesse formando uma pinça, por um período de 3 a 5 minutos. A utilização de pedaços de algodão nas narinas pode ser útil, especialmente se combinada com uma substância vasoconstritora para aumentar a eficácia. Uma compressa fria sobre o nariz também é indicada, e é fundamental evitar assoar o nariz com força nas horas subsequentes ao sangramento para não reabrir possíveis vasos coagulados.

Quando procurar um médico?

É aconselhável buscar atendimento médico se o sangramento não ceder após 15 a 30 minutos de compressão contínua. A avaliação profissional também se torna importante em casos de episódios recorrentes, sangramentos muito intensos, ou quando o sangramento nasal vem acompanhado de outros sinais de alerta. Estes incluem o surgimento de manchas roxas pelo corpo, sangramentos em outras partes do corpo, obstrução nasal persistente ou um histórico familiar de distúrbios de coagulação.

Em uma consulta, o otorrinolaringologista poderá investigar a origem do sangramento, determinando se ele é de origem anterior ou posterior. A epistaxe anterior, que ocorre na parte frontal do nariz e responde por cerca de 90% dos casos, geralmente é mais simples de controlar, pois envolve vasos sanguíneos finos e localizados superficialmente. Em casos mais complexos, o médico pode recorrer à cauterização química do vaso afetado, prescrever pomadas ou géis para hidratação da mucosa nasal ou indicar tratamentos específicos para condições subjacentes, como rinite, sinusite ou ressecamento nasal.

Por outro lado, a epistaxe posterior origina-se em uma região mais profunda do nariz e tende a ser mais grave. Este tipo de sangramento pode ser volumoso, levando a uma perda significativa de sangue e, em muitos casos, exigindo atendimento de emergência. Nesses cenários, procedimentos como ligadura de artérias ou cauterização elétrica podem ser necessários para estancar o fluxo sanguíneo.

Investigando sangramentos recorrentes

Mesmo que um episódio de sangramento nasal não configure uma emergência, a repetição desses eventos não deve ser ignorada. Sangramentos nasais recorrentes podem estar associados a condições relativamente comuns, como rinite alérgica ou sinusite crônica não tratadas. No entanto, também podem sinalizar problemas mais sérios, como desvio de septo, hipertensão arterial não controlada ou distúrbios de coagulação. Em situações menos frequentes, a epistaxe recorrente pode estar ligada a tumores nasais ou dos seios da face. Portanto, a persistência desses episódios é um dos principais indicativos da necessidade de uma investigação médica aprofundada para identificar a causa raiz e garantir o tratamento adequado.

Tags:

Veja Também

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade

São Paulo amplia teste do pezinho para rastrear Atrofia Muscular Espinhal (AME) no SUS