Parar de fumar após diagnóstico de câncer de pulmão pode reduzir pela metade risco de morte
Parar de fumar após diagnóstico de câncer de pulmão pode reduzir pela metade risco de morte

Parar de fumar após diagnóstico de câncer de pulmão pode reduzir pela metade risco de morte

Nunca é tarde para parar: Benefícios da cessação do tabagismo em pacientes com câncer de pulmão Um novo estudo divulgado pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) revela um dado crucial para pacientes diagnosticados com câncer de pulmão: parar de fumar após o diagnóstico pode reduzir o risco de morte em até 55% […]

Resumo

Nunca é tarde para parar: Benefícios da cessação do tabagismo em pacientes com câncer de pulmão

Um novo estudo divulgado pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) revela um dado crucial para pacientes diagnosticados com câncer de pulmão: parar de fumar após o diagnóstico pode reduzir o risco de morte em até 55% e diminuir a progressão da doença. A pesquisa, apresentada durante o Congresso Mundial do Câncer em Hong Kong, reforça que os benefícios da cessação do tabagismo são significativos mesmo em fases avançadas do câncer e para indivíduos com histórico de tabagismo prolongado.

Mahdi Sheikh, autor principal do relatório do CIRC, ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou que a interrupção do cigarro após a confirmação da doença pode melhorar consideravelmente a perspectiva de vida do paciente e frear o avanço do câncer. “Mesmo após o diagnóstico de um câncer avançado, a interrupção pode trazer benefícios clínicos significativos”, afirmou Sheikh.

Os dados acompanharam, por mais de uma década, pacientes com câncer de pulmão e rim que eram fumantes no momento do diagnóstico. A análise, realizada em colaboração com o Centro Nacional de Pesquisa Médica em Oncologia N.N. Blokhin, em Moscou, demonstrou que aqueles que deixaram de fumar após o diagnóstico tiveram uma sobrevida livre de progressão cerca de dois anos maior em comparação aos que mantiveram o hábito. Esse benefício se estendeu a uma ampla gama de cânceres, incluindo aqueles fortemente associados ao tabaco, como o de pulmão, e outros menos relacionados, como o de rim.

Desmistificando a irreversibilidade dos danos

Apesar das evidências, o relatório do CIRC aponta que muitos pacientes diagnosticados com câncer que fumavam continuam o hábito durante o tratamento. Isso ocorre devido a uma crença equivocada de que os danos causados pelo cigarro seriam irreversíveis após o diagnóstico da doença. Essa percepção, segundo o centro de pesquisa, impede que muitos pacientes busquem ajuda para parar de fumar, privando-os de um benefício clínico comprovado.

Recomendações para políticas de saúde pública

Diante desse cenário, o CIRC recomenda que governos destinem recursos permanentes para programas de cessação do tabagismo em serviços de oncologia. A garantia de acesso a tratamentos farmacológicos gratuitos ou subsidiados para parar de fumar é vista como uma medida essencial. Além disso, o relatório sugere a incorporação do tratamento da dependência do tabaco nas diretrizes nacionais de oncologia e a capacitação de oncologistas para auxiliar seus pacientes na luta contra o vício. O câncer de pulmão, responsável por 1,9 milhão de mortes anuais no mundo, segundo a OMS, reforça a urgência dessas ações.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC).

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