Empresária e lobista Roberta Luchsinger, ligada a Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, acumula histórico de dívidas não pagas e disputas judiciais. Apurações recentes revelam que Luchsinger enfrenta uma série de processos em São Paulo e Minas Gerais, movidos por credores que vão desde profissionais autônomos e pequenas empresas até proprietários de imóveis. As ações judiciais indicam um padrão de inadimplência que contrasta com a imagem de sucesso frequentemente exibida pela lobista nas redes sociais, onde compartilhava fotos de viagens internacionais e rotina de alto padrão.
Em diversas ocasiões, Roberta Luchsinger alegou dificuldades financeiras para arcar com custos processuais, e oficiais de Justiça relataram dificuldades em localizá-la em endereços fornecidos. Em sua defesa sobre um caso específico em Minas Gerais, a empresária declarou ter sido enganada por um investidor e que o proprietário do imóvel envolvido estaria ciente dos riscos da operação financeira. A lobista não concedeu entrevista à TV Globo, mas enviou uma lista de processos, indicando quais teriam sido arquivados.
A proximidade de Luchsinger com o meio político remonta a 2011, quando era casada com o então deputado federal Protógenes Queiroz. Em 2017, ela passou a se apresentar como herdeira de um dos fundadores do Credit Suisse, mas registros civis apontam que seu avô nasceu no Rio de Janeiro e administrava uma lavanderia. Questionada sobre a origem suíça da família, Luchsinger afirmou não possuir documentos comprobatórios.
Dívidas e Credores Lesados
Entre os credores que se sentem lesados pela lobista está um fazendeiro de Minas Gerais. Ele foi convencido por Luchsinger a se tornar sócio em um projeto e utilizou sua propriedade como garantia para um empréstimo destinado a financiar um documentário. O não pagamento das parcelas resultou no confisco do imóvel pela Justiça.
Outro caso envolve um tapeceiro que prestou serviços avaliados em R$ 61 mil em 2011, mas recebeu apenas R$ 25 mil. Acordos firmados em processos judiciais subsequentes não foram cumpridos. Luchsinger apresentou 14 gravuras atribuídas a Cândido Portinari, supostamente avaliadas em R$ 70 mil, que, segundo a apuração, eram meras reproduções impressas.
As cobranças listadas nos processos judiciais incluem:
- R$ 91 mil em mensalidades escolares não pagas a uma instituição de ensino.
- Uma dívida de R$ 6,1 mil com uma loja de roupas, que ultrapassou R$ 21 mil com a atualização judicial.
- Contratação de R$ 42 mil com uma agência de publicidade para uma pré-campanha, com apenas R$ 4,2 mil pagos.
- Processos de trabalhadoras domésticas por verbas rescisórias somando R$ 50 mil, que prescreveram sem pagamento.
Um apartamento de alto padrão em São Paulo também foi objeto de ação de despejo. Luchsinger ocupou o imóvel a partir de 2019, mas os proprietários, um casal de idosos dependente do aluguel, recorreram à Justiça em 2020 devido à falta de pagamento de aluguel, condomínio e IPTU. A desocupação ocorreu apenas em 2023, e a dívida acumulada, que chegou a R$ 500 mil, foi quitada em maio de 2024.
Conexões Políticas e Controvérsias
Roberta Luchsinger já esteve no centro de uma crise interna no PT e no governo devido a suspeitas de negócios irregulares com Lulinha e alegações de tráfico de influência envolvendo Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete da presidência. O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de desvio de fundos de aposentados, também é citado em seu círculo.
Em declarações anteriores, Luchsinger minimizou sua relação com Marcola, afirmando ter apenas
